Criatividade em assessoria de imprensa não é mais essencial?


criatividade

Rodrigo Capella

Tenho a criatividade como um dos nortes e, em muitos momentos, procuro estimulá-la. Acredito que ela atinja o ápice quando temos insights. Acredito, também, que os insights ocorrem com mais frequência quando estamos constantemente em busca de conhecimento. Por isso, tenho a pesquisa como hábito.

Recentemente, encontrei, ao realizar busca sobre tendências comunicacionais, o texto PR Trends Moscow: Clients Now Focused On Data And Analytics, assinado por Paul Holmes, que há 25 anos escreve sobre Relações Públicas.

No texto, Paul cita interessante frase creditada a Natalia Bucelnikova, executiva da Buman Media. Vamos a ela: “Já está claro que a criatividade está se tornando menos importante enquanto a coleta e análise de dados estão ganhando impulso. Analytics, a capacidade de medir certos indicadores – seja o tráfego na web ou número de cliques – é agora uma prioridade para as empresas”.

Confesso que esta afirmação me fez refletir, durante longos cinco minutos. Nos últimos eventos de assessoria de imprensa em que participei, nas últimas conversas com profissionais da área, nas últimas mensagens trocadas nas redes sociais, a criatividade sempre foi um ponto lembrado, muito mais do que outros, em alguns momentos.

Afinal, um resultado sem impacto e fomento de discussão não faz – e nunca fez – o menor sentido. Concorda? Por isso, mais uma vez lembramos dela: a criatividade.

Tal afirmação da Natalia vai à contramão de um estudo divulgado pela PR Week, no qual 88% dos participantes citam a criatividade como fundamental dentro de suas atividades.

Se eu fosse entrevistado, estaria dentro deste percentual e diria mais: a criatividade está muito centrada no Interactive Content, que propõe verdadeiro desafio a quem tem contato com as informações divulgadas pelos comunicadores.

Apesar de discordar do trecho inicial (“a criatividade está se tornando menos importante”), estou em sinergia com as palavras seguintes de Natalia (“coleta e análise de dados estão ganhando impulso”).

Isso deve-se principalmente a uma mudança de perfil do comunicador, impulsionada pela necessidade dos clientes em ter os investimentos justificados de forma mais frequente e eficaz.

Destaca-se, então, o assessor de imprensa como analista de comunicação. Além de exercer as funções tradicionais, também apura o alcance dos resultados e a eficiência dos mesmos, não se limitando – é claro – em analisar o tráfego na web ou número de cliques.

Este cenário é sustentado pelo Data-Driven, no qual o profissional é conduzido por dados e precisa ter como base a organização, em vários aspectos.

Você concorda com os elementos apresentados neste texto? Ou acredita que a criatividade vem perdendo importância? Dê sua opinião.

Obs 1: este artigo foi publicado originalmente no Portal Comunique-se.

Obs 2: no curso Assessoria de Imprensa Digital, no dia 22 de outubro, apresentarei em detalhes os conceitos de Interactive Content e também de Data-Driven, entre outros.

(*) Rodrigo Capella, diretor da Pólvora PR e autor do livro “Assessor de Imprensa: fonte qualificada para uma boa notícia”. E-mail:rodrigo.capella@polvoracomunicacao.com.br

Sobre Rodrigo Capella

Diretor da Pólvora PR, Assessor de Imprensa e Estudioso da Comunicação Digital, Rodrigo Capella já ministrou, desde 2008, mais de 350 palestras e cursos em eventos, associações, empresas e universidades, como Banco do Brasil, Novartis, Rotary Club, ESPM, FMU, Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará, Congresso Internacional para Líderes da Comunicação, Social Media Vale do Paraíba e Seminário “Mídias Digitais e Transformação Social”, realizado em Aracaju pelo Governo de Sergipe. Além disso, o profissional foi professor de Comunicação Digital da pós-graduação da PUC-PR, da UNA-BH e da Universidade Anhembi Morumbi-SP. Capella é também autor de diversos livros, como “Assessor de Imprensa: fonte qualificada para uma boa notícia” e de “Rir ou Chorar”, biografia do cineasta Ricardo Pinto e Silva coordenada por Rubens Ewald Filho. E-mail: capella.rodrigo@gmail.com
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