Donovan Neale-May, da GlobalFluency (Estados Unidos)


“Entrevistas com jornalistas, reuniões e divulgações na imprensa não têm valor se os executivos não estão bem preparados”.  O alerta é de Donovan Neale-May, presidente da GlobalFluency, rede internacional de agências de comunicação e marketing.

Com mais de setenta escritórios em aproximadamente quarenta países da América, Europa, Oriente Médio, África e Ásia, a GlobalFluency tem faturamento anual que supera US$ 50 milhões e emprega cerca de 450 profissionais.

Donovan Neale-May, presidente da GlobalFluency

Entre uma viagem e outra, Neale-May comentou ao PR Interview sobre ferramentas básicas de Relações Públicas – esquecidas por muitas agências em época de social media -, como plano de comunicação e media training.

Acompanhe a seguir os principais trechos desta entrevista:

PR Interview: Quais critérios você utiliza para desenvolver um plano de comunicação?

Donovan Neale-May: Os critérios são vários. É preciso, por exemplo, entender o mercado e seu dinamismo, bem como as necessidades do cliente para, assim, otimizar o posicionamento e mensagens; identificar o perfil dos stakeholders  a serem atingidos e influenciados pelo programa de marketing e engajamento; desenvolver mecanismos e agenda que irão moldar e sustentar os objetivos, foco e mensagens comunicacionais; contato direto com editores, analistas e líderes de opinião para identificar temas que merecem um grande destaque na mídia; determinar onde existem oportunidades para viralizar informações e analisar a atitude dos usuários de blogs e comunidades on-line, como redes sociais, fóruns, e grupos de notícias;  e realizar pesquisa online para ver onde os concorrentes estão ganhando visibilidade, destaque e voz em canais off-line e on-line.

PR Interview: O media training ainda é importante?

Donovan Neale-May: Entrevistas com jornalistas, reuniões e divulgações na imprensa não têm valor se os executivos não estão bem preparados, tendo participado, por exemplo, de simulações de respostas e treinamentos específicos, garantindo uma maior traquilidade aos clientes na hora de participarem de uma matéria. Nos treinamentos, devem ser abordadas situações diversas, como de comunicação social, liderança, mercado, crises, relatórios financeiros, problemas com produto e reputação corporativa.

PR Interview: E quanto à mensuração de resultados? Qual a melhor forma de fazer este trabalho?

Donovan Neale-May: A mensuração de resultados deve contemplar uma série de pontos, tais como a oportunidade do cliente realizar novos negócios; a quantidade de visitas no site da empresa; o número de downloads realizados no website; o volume e a qualidade de matérias publicadas; proeminência e relevância dos resultados editoriais; níveis de conhecimento e reconhecimento entre os públicos-alvo; volume de cobertura e qualidade dos meios de comunicação; e nível de buzz e frequência de conversas on-line nos canais de Internet.

PR Interview: Cada vez mais, os jornalistas pedem notícias exclusivas. Os assessores de imprensa já sabem lidar com isso?

Donovan Neale-May: A exclusividade é sempre muito difícil de administrar, devido ao impacto real da Internet e aos vários canais informais de opinião e expressão. O melhor é agendar, com antecedência, entrevistas com as grandes mídias.

PR Interview: Para finalizar, neste contexto, o mailing é fundamental? Ou o contato pessoal com o jornalista se sobressai?

Donovan Neale-May: O mais importante é como a história é construída, apresentada e “vendida” pelos assessores de comunicação. Utilizar um mailing para disparar releases não significa, necessariamente, que teremos resultados de qualidade. O contato mais eficaz é o um a um, sempre com continuidade.

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Sobre Rodrigo Capella

Diretor da Pólvora PR, Assessor de Imprensa e Estudioso da Comunicação Digital, Rodrigo Capella já ministrou, desde 2008, mais de 350 palestras e cursos em eventos, associações, empresas e universidades, como Banco do Brasil, Novartis, Rotary Club, ESPM, FMU, Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo, Sindicato dos Jornalistas do Estado do Pará, Congresso Internacional para Líderes da Comunicação, Social Media Vale do Paraíba e Seminário “Mídias Digitais e Transformação Social”, realizado em Aracaju pelo Governo de Sergipe. Além disso, o profissional foi professor de Comunicação Digital da pós-graduação da PUC-PR, da UNA-BH e da Universidade Anhembi Morumbi-SP. Capella é também autor de diversos livros, como “Assessor de Imprensa: fonte qualificada para uma boa notícia” e de “Rir ou Chorar”, biografia do cineasta Ricardo Pinto e Silva coordenada por Rubens Ewald Filho. E-mail: capella.rodrigo@gmail.com
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