Wladimir Gramacho, da FSB Comunicações (Brasil)
“Infelizmente, ainda são poucos os clientes que tem clareza sobre a importância de medir resultados e de aprender com os erros e acertos da comunicação”. O desabafo é de Wladimir Gramacho, sócio-diretor da FSB Comunicações.
Em entrevista ao PR Interview, o executivo analisa também a importância dos escritórios regionais e traça o perfil adequado do PR: “Deve ser um profissional que pense de modo estratégico, sendo capaz de identificar comportamentos e preferências dos demais atores que disputam a opinião dos públicos relevantes. Isso é o que faz a diferença”.
Acompanhe a seguir os principais pontos da entrevista:
PR Interview: Como você avalia a qualificação dos profissionais de assessoria de comunicação?
Wladimir Gramacho: Acho que há uma profissionalização acelerada do assessor de comunicação. Os cursos de jornalismo já incorporaram disciplinas sobre o trabalho em assessoria e isso posteriormente se reflete na capacidade dos profissionais de compreender as necessidades e os desafios desse trabalho. Além disso, vejo grande preocupação dos profissionais do mercado com cursos de formação e atualização. Acho que o nível é bom, mas o mais importante é que está melhorando.
PR Interview: Neste contexto, qual é o perfil mais adequado de assessor de comunicação?
Wladimir Gramacho: É uma questão difícil. Deve ser um profissional com curiosidades e interesses permanentes, que o levem a acumular diariamente conhecimento sobre o tema de seu trabalho, e que mantenha boas relações na imprensa. Isso é básico. Mas, sobretudo, deve ser um profissional que pense de modo estratégico, sendo capaz de identificar comportamentos e preferências dos demais atores que disputam a opinião dos públicos relevantes. Isso é o que faz a diferença.
PR Interview: Falando agora sobre a FSB, os escritórios regionais são realmente importantes?
Wladimir Gramacho: A FSB nasceu no Rio de Janeiro e hoje tem escritórios em São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Estamos falando, portanto, de centros essenciais do poder político e econômico no Brasil. Se queremos ser uma agência que compreende o Brasil e as questões de comunicação nacionais, precisamos ter bases sólidas nessas cidades. Só assim poderemos dar um atendimento diferenciado aos clientes, particularmente àqueles que atuam em diferentes Estados.
PR Interview: Os clientes exigem cada vez mais um trabalho focado em mensuração de resultados?
Wladimir Gramacho: A mensuração de resultados em comunicação vem se tornando cada vez mais um elemento obrigatório da agenda de corporações públicas e privadas. Infelizmente, ainda são poucos os clientes que tem clareza sobre a importância de medir resultados e de aprender com os erros e acertos da comunicação. Sem surpresa, são esses mesmos clientes os que mais acertam e os que põem em prática estratégias mais ousadas. Como nas grandes descobertas, quem saiu na frente tem se beneficiado muito de pesquisas e análises de resultados em comunicação.
PR Interview: Para finalizar, as TVs e as rádios corporativas ainda são um bom mercado para as assessorias de imprensa?
Wladimir Gramacho: Acredito que sim, desde que as estratégias tenham clareza do segmento ao qual se dirigem. A segmentação da oferta de conteúdo tem crescido muito com a profusão de novas tecnologias. Nesse sentido, é fundamental ter clareza sobre a adequação dos meios e mensagens aos públicos com os quais queremos falar.
NO PRÓXIMO POST:
Entrevista com Jim Joyal, da SHIFT Communications (Estados Unidos)











