Inês Castelo, diretora da Tree Comunicação (Brasil)
“Parte da imprensa acompanha fanpages e Twitter de agências. É algo novo, claro, mas este é um movimento natural e que deve ganhar força”.
A aposta é de Inês Castelo, diretora da Tree Comunicação.
Ao blog PR Interview, a executiva comentou também sobre projetos desenvolvidos no Facebook e sobre relacionamento com a mídia financeira.
Acompanhe os principais trechos da entrevista:
PR Interview: A imprensa realmente acompanha as redes sociais de agências?
Inês Castelo: Parte da imprensa acompanha fanpages e Twitter de agências. É algo novo, claro, mas este é um movimento natural e que deve ganhar força. Faz parte do dia a dia dos profissionais de comunicação buscar informações por meio de canais oficiais ou não. Logo, fanpages, assim como site e outros meios, são e serão buscados.
PR Interview: Para quais clientes vocês já marcaram entrevistas via redes sociais?
Inês Castelo: Vou te dar um exemplo. Agendamos via rede social uma entrevista com uma fonte do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos para uma jornalista do O Estado de S. Paulo. O tema era os cuidados e higiene com o bebê.
PR Interview: Falando agora especificamente do Facebook, quais outras ações vocês já desenvolveram para o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos?
Inês Castelo: A proposta inicial da criação fanpage do hospital previa a geração de conteúdo de interesse público na área de saúde, isto é, informação de credibilidade sobre tratamento, diagnóstico e prevenção de doenças, além de temas ligados à qualidade de vida. Iniciamos com posts de textos e fotos, depois começamos a introduzir pequenas vídeo reportagens – a maioria delas produzidos pela própria Tree. Sugerimos então a criação de abas especiais e a introdução de um serviço que já existia no site: marcação de consulta online. Até onde sabemos o hospital foi a primeira instituição de saúde a colocar no ambiente do Facebook um aplicativo para marcação de consultas.
PR Interview: Qual outro case do Facebook você poderia contar?
Inês Castelo: Outro exemplo interessante é o da corretora Spinelli, que criou e implantou aplicativo de acesso ao Home Broker da corretora via Facebook. Provocamos pautas na grande imprensa, para dar conhecimento e intensificar o acesso ao aplicativo e, ao mesmo tempo, colaborar para os resultados do serviço.
PR Interview: Para finalizar, dentro do relacionamento com a mídia financeira, quais trabalhos vocês desenvolvem?
Inês Castelo: Os trabalhos ligados a mudanças relevantes nas companhias, como fusões, aquisições, abertura de capital, internacionalização, alterações societárias, sucessões e afins. Por questão de confidencialidade, não podemos informar nomes, mas temos uma experiência vasta em apoiar as empresas em toda a comunicação em momentos de transição como estes. Nestes casos, o relacionamento com a mídia financeira deve ser marcado pela clareza, o que exige planejamento, capacidade de entendimento do contexto, conhecimento técnico e confiabilidade. Nestes momentos também é essencial que todas as mensagens sejam coesas. O que é dito aos investidores deve ter coerência com a mensagem que chega a mídia financeira ou não, aos funcionários, fornecedores, clientes e todos os demais stakeholders. Quando falamos especificamente em aberturas de capital, muitas vezes somos demandadas a ajudar as empresas a desenvolver uma cultura de companhia aberta. Isso exige uma nova visão, algo que demanda tempo para ocorrer, e também novos processos, como a produção de relatórios anuais – serviço do nosso portfólio.




Rafaela, concordo contigo! Ótimas pautas podem surgir nas redes sociais. Abs. Capella.
Concordo com a projeção da Inês Castello. Os jornalistas, desde o advento da internet, estão cada vez mais buscando informações através do mundo virtual e isso independe de ser através de um site ou rede social. Acho que através das redes sociais podem surgir debates e comentários muito interessantes e que podem surgir pautas bacanas e importantes.