Mauro Lopes, sócio-diretor da MVL (Brasil)
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Você é a favor do home office? Mauro Lopes, sócio-diretor da MVL, acredita que esta fórmula é muito interessante. “Numa cidade como São Paulo, deixar de perder uma, duas ou três horas no trânsito significa qualidade de vida”, justifica.
“Na MVL, gostamos de práticas que abram janelas no cotidiano do trabalho para respirar, pensar, flanar, estudar”, acrescenta.
Acompanhe a seguir os principais trechos desta entrevista:
PR Interview: Você foi muito questionado quando trocou, em2007, a conta da Gol pela TAM. Arrepende-se?
Mauro Lopes: A GOL foi um cliente de enorme relevância em nossa história. Foi um grande privilégio ajudar a construir a marca de uma empresa que mudou radicalmente o paradigma em seu setor. Aprendemos muito. A gestão da crise decorrente do acidente do vôo 1907, em setembro de 2006, foi uma vivência de compaixão e mobilização em intensidade que nunca me esquecerei. A gestão do acidente, ao colocar o foco nas vítimas e nos familiares, ao lado de um planejamento meticuloso, tornou-se um “case” internacional, também criou novos paradigmas. Fomos para a TAM a convite do então VP da GOL, David Barioni, que se tornou presidente daquela empresa. O objetivo era ajudar na reconstrução da marca, depois da revolução no setor. Penso que fizemos uma bela experiência.
PR Interview: Uma agência de comunicação pode realmente escolher o seu cliente, podendo dizer “não” a um prospect?
Mauro Lopes: Sempre podemos escolher na vida, sempre. Dizermos não a um prospect se enxergamos possibilidade de nosso projeto derivar para ações ilegais ou de constrangimento a quem quer que seja. Ainda é um tema em aberto entre nós a restrição a atender a alguns setores, pretendemos nos voltar a este assuntoem breve. Eu não me sentiria confortável num projeto para as indústrias de armas ou tabaco.
PR Interview: Os colaboradores de uma agência de comunicação podem fazer home office?
Mauro Lopes: Sim! Definitivamente sim! Estamos neste momento implementando um programa de home office. Gostamos muito disso. Numa cidade como São Paulo, deixar de perder uma, duas ou três horas no trânsito significa qualidade de vida. Almoçar em casa durante a semana é uma experiência que parecia pertencer ao século passado, ao menos em grandes centros, e é de um valor difícil de medir. Só para falar em dois benefícios.
PR Interview: Como funciona o home office na prática?
Mauro Lopes: Na MVL, gostamos de home office e de práticas que abram janelas no cotidiano do trabalho para respirar, pensar, flanar, estudar. Mas numa empresa que presta serviços complexos, como é o nosso caso, com uma interface tecnológica relevante, home office não é simplesmente ficar em casa uma vez por semana. É um programa que exige adequações, suporte, rituais e rotinas. Além disso, nada substitui a interação presencial. Então, apesar de excepcionalmente algumas pessoas prestarem serviços para a MVL em regime de home office, nosso programa é de mesclar o estar em casa com o estar no escritório.
PR Interview: Para finalizar, a MVL está preparando um lançamento de um novo produto?
Mauro Lopes: Sim estamos finalizando novos produtos em várias áreas ou frentes: capacitação, monitoramento, processos de construção de mensagens e experiências dialógicas. Acho que haverá algumas novidades muito instigantes para nossos clientes e o mercado. Vamos lançar nos próximos meses, mas ainda não dá pra contar tudo.
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