Ciro Dias dos Reis, da Imagem Corporativa (Brasil)
Em um post anterior, falamos aqui sobre fusões e aquisições nas empresas. Agora, vamos comentar sobre a possibilidade destes processos ocorrerem com mais força dentro das próprias agências de comunicação, como foi o caso, por exemplo, da S2 e da Publicom (leia esta matéria).
Ciro Dias dos Reis, presidente da Imagem Corporativa e da Abracom, acredita que as agências de comunicação podem vivenciar outros casos como este, mas observa: “o mercado brasileiro de AI é diferente das grandes empresas. Tem funções e características bem específicas”.
“Nós, assessores de imprensa, somos prestadores de serviços. Enquanto, essas grandes empresas são, na maioria das vezes, indústrias que se fundem para aumentar marketing share, diminuir custos e aumentar escala de produção”, acrescenta.
Acompanhe a seguir os principais trechos desta entrevista:
PR Interview: As assessorias brasileiras podem passar, em breve, por grandes processos de fusões? Como você avalia?
Ciro Dias dos Reis: O mercado brasileiro de AI é diferente das grandes empresas. Tem funções e características bem específicas. Nós, assessores de imprensa, somos prestadores de serviços. Enquanto, essas grandes empresas são, na maioria das vezes, indústrias que se fundem para aumentar marketing share, diminuir custos e aumentar escala de produção. No mercado de assessoria de imprensa, isso não ocorre.
PR Interview: Por que não ocorre?
Ciro Dias dos Reis: Em uma eventual fusão, não temos a garantia de que o cliente irá continuar conosco. Além disso, o mercado brasileiro ruma para, cada vez mais, uma consolidação.
PR Interview: Consolidação? Em quais aspectos?
Ciro Dias dos Reis: No Brasil, as empresas atuam em grupos consolidados e tem estratégias baseadas em sua atuação. Temos as que trabalham em nível nacional e/ou internacional e ainda as agências especializadas em determinados segmentos, como lazer e gastronomia.
PR Interview: No exterior, o cenário é diferente?
Ciro Dias dos Reis: Em outros países, temos também a atuação de grandes grupos de PR que se fundiram e redirecionaram estratégias. Mas, no Brasil o mercado não é tão grande e as características são diferentes.
PR Interview: Para finalizar, é realmente difícil então termos fusões de assessorias de imprensa no Brasil?
Ciro Dias dos Reis: Não. Isso pode ocorrer. Não podemos afirmar que não acontecerá. Mas, o Brasil tem mecanismos próprios, diferente de outros países.
NO PRÓXIMO POST:
Entrevista com Jerry Silfwer, do blog Doktor Spinn e da Whispr Group (Suécia)
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