Bill Murray, presidente da PRSA (Estados Unidos)


“A publicidade tradicional já não oferece aos clientes um resultado eficaz, como oferecia antes. Por isso, as empresas estão em busca de preencher esse vazio e relações públicas  é fundamental neste contexto”.

A frase acima é de Bill Murray, presidente da PRSA (Public Relations Society of America), que também faz um alerta: “com tantas tecnologias novas e emergentes, um perigo para os profissionais é se cativar pela tecnologia e não pela mensagem e estratégia”.

Bill Murray, presidente da PRSA

Acompanhe a seguir os principais trechos desta entrevista:

PR Interview: Em sua opinião, o relações públicas precisa avaliar a sua carreira o tempo todo?

Bill Murray: Sim, ele precisa estar focado em sua carreira, levando dois pontos em consideração. Primeiramente, deve se esforçar para entender o assessorado. A função do relações públicas é mais poderosa quando reflete uma compreensão profunda dos objetivos de negócio do cliente.

PR Interview: E qual é o segundo ponto?

Bill Murray: Em segundo lugar, a profissão está mudando rapidamente, impulsionada pelas novas tecnologias (leia aqui alguns textos). Os profissionais de comunicação devem aprender constantemente sobre as novas ferramentas, táticas e tecnologias que estão disponíveis e, principalmente, se sentir confortável em usá-las.

PR Interview: Como você analisa o futuro das agências de PR?

Bill Murray: O futuro das agências de PR é brilhante.  A publicidade tradicional já não oferece aos clientes um resultado eficaz, como oferecia antes. Por isso, as empresas estão em busca de preencher esse vazio e assessoria de imprensa é fundamental neste contexto.

PR Interview: E qual cenário vamos presenciar?

Bill Murray: A tecnologia continuará a ser importante e teremos também novas ferramentas disponíveis. Vamos ver também uma fusão das disciplinas de comunicação – publicidade, marketing e relações públicas – que irá criar oportunidades para os relações públicas desempenharem um papel ainda maior e mais importante.

PR Interview: Então, neste contexto, não será possível trabalhar, por exemplo, sem utilizar as novas ferramentas, como podcast?

Bill Murray: Com tantas tecnologias novas e emergentes, um perigo para os profissionais é se cativar pela tecnologia e não pela mensagem e estratégia. As questões principais são: Quem estamos tentando alcançar com a nossa mensagem? Qual é a melhor maneira de atingir esse público? Depois, em um segundo passo, perguntamos: o podcast pode ser utilizado como ferramenta para atingirmos os objetivos iniciais?

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Sobre Rodrigo Capella

Jornalista, professor, assessor de imprensa, escritor, palestrante, blogueiro e PR. Comunique-se, PR Interview, ComRemix, Nós, O.I, PQN, Mega Brasil, Crise & Comunicação, Abracom e Aberje.
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6 respostas para Bill Murray, presidente da PRSA (Estados Unidos)

  1. Muriel, muito obrigado pela visita. Abs, Rodrigo Capella.

  2. Muriel de Paula disse:

    Gostei muito da entrevista. Sem puxar a sardinha pro meu lado, afinal, sou RP, acredito que a nossa formação nos garante ter justamente essa visão focada no público, de comunicação segmentada, de analisar que meio ou ferramenta utilizar para atingir um objetivo/estratégia. Se o nosso público ainda não está nas mídias sociais, não adianta eu querer falar com ele por esse canal. O velho e bom mural feito de forma estratégica pode atingir muito bem o funcionário que não utiliza o computador por exemplo. Sendo assim, todos os profissionais que trabalham na área de comunicação precisam estar atentos e estudar muito bem os seus públicos antes de estabelecer uma estratégia. Para mim, o futuro da comunicação está nas Relações Públicas.

  3. Michele, muito obrigado pela visita. Acredito que os comunicadores (AIs, jornalistas, RPs etc)estão cada vez mais preparados para utilizar estas novas tecnologias, ajudando os jornalistas (que têm acesso aos diversos recursos em uma mesma plataforma)e agregando ainda mais credibilidade às divulgações. Abs, Capella.

  4. Michele da Costa disse:

    Rodrigo, também achei boa a entrevista. Contudo, gostaria de saber na opinião do entrevistado e da sua como se encaixa o profissional jornalista que atua como assessor de imprensa, como é o meu caso. Será que os RP´s, que nas últimas décadas perderam espaço nessa área para os jornalistas, estão mais adiantados, preparados para usar estas novas tecnologias e, assim, reconquistar o espaço?

  5. Aline, obrigado pela visita. Concordo plenamente contigo. Abs, Capella.

  6. Aline Cruz disse:

    Concordo com o Bill Murray: não existe estratégia de comunicação ultrapassada; tudo depende do público. Às vezes, a melhor forma de atingir meu público será o bom informativo impresso; noutras serão as redes sociais. Por isso é importante saber as necessidades de cada um.Por isso nenhuma deve ser descartada. Ótima entrevista, Rodrigo.

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