Patricia Amaya, da Patricia Amaya Comunicaciones (Colômbia)


Cada vez mais comum nos Estados Unidos e na Europa, uma prática começa a ganhar espaço também na América Latina: a contratação de profissionais de diversas áreas para compor as equipes das agências de comunicação.

A Patricia Amaya Comunicaciones, uma das principais assessorias de imprensa da Colômbia, tem em sua equipe colaboradores formados em Economia, entre outras áreas.

Em entrevista ao PR Interview, a diretora Patricia Amaya, que já teve passagem em alguns veículos, como La República, e atende a clientes como Kodak, Novell e Hewlett-Packard, analisa positivamente este novo cenário e defende que esta prática favorece aos clientes.

Bogotá, sede da Patricia Amaya Comunicaciones

Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista:

PR Interview: Como os assessores de imprensa trabalham na Colômbia?

Patricia Amaya: O primeiro passo é firmar contrato com as empresas, os assessorados, que pode ser de curto ou médio prazo. Na sequência, elaboramos um cronograma de atividades, que contempla, por exemplo, entrevistas, coletivas e elaboração ou adaptação de press release. Aqui, na Colômbia, trabalham agências multinacionais grandes, mas também assessorias de imprensa locais, com tamanhos variados.

PR Interview: Você já trabalhou em alguns jornais, como o La República. Essa experiência ajuda você como assessoria de imprensa na Colômbia?

Patricia Amaya: Essa experiência que tive no diário La República está me ajudando bastante, no dia a dia, a compreender quais informações são mais importantes e a distinguir o que deve ser informado para a mídia. Afinal, não é toda informação que os clientes nos enviam que servem para os jornalistas de Redação. Muitas delas tem conteúdo 100% publicitário, repleta de adjetivos e, por isso, cabe a nós adaptar os textos, tornando-os jornalísticos.  Também tomamos cuidado em não enviar muitos comunicados aos jornalistas. Estive do outro lado, trabalhando como jornalista, e me aborrecia muito em receber vários comunicados diários de uma mesma agência.

PR Interview: Em sua agência, trabalham profissionais de várias áreas, como Economia, por exemplo. Essa diversidade é estratégica?

Patricia Amaya: É muito importante porque a maioria dos clientes foca a divulgação nas editorias corporativas e de negócios. Eles querem vender seus serviços ou soluções ao setor empresarial e para isso necessitamos de profissionais que sejam especialistas nessas áreas.

PR Interview: Os press releases continuam, realmente, sendo utilizados na Colômbia?

Patricia Amaya: Sim, continuam sendo muito úteis, já que servem como um guia para os jornalistas e funcionam como um apoio valioso para divulgações.

PR Interview: Para finalizar, como você vê o potencial do PR 2.0 na Colômbia?

Patricia Amaya: Há um potencial muito grande, já que muitas pessoas estão envolvidas nas redes sociais e esses ambientes têm um alcance surpreendente. As mudanças proporcionadas pela web 2.0 acompanham a velocidade da luz e as agências não podem ficar de fora.

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Sobre Rodrigo Capella

Jornalista, professor, assessor de imprensa, escritor, palestrante, blogueiro e PR. Comunique-se, PR Interview, ComRemix, Nós, O.I, PQN, Mega Brasil, Crise & Comunicação, Abracom e Aberje.
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2 respostas para Patricia Amaya, da Patricia Amaya Comunicaciones (Colômbia)

  1. Rutelias, obrigado por visitar o blog e compartilhar a sua opinião. Abs, Capella.

  2. Rutelias disse:

    Olá Rodrigo,

    Aqui no Brasil as agencias têm muito receio de ter em sua equipe profissionais de outras áreas. Não se entende que trabalhar multidiscilplinarmente será muito mais rico, pois cada profissional tem o domínio de sua área e ingenuamente os jornalistas aqui acham que sabem de tudo um pouco pra poder falar e terminam fazendo abordagens superficiais de assuntos que não dominam. Sou turismóloga e trabalhamos sempre de forma multidisciplinar, pois apesar de ter uma noção de tudo um pouco, na nossa grade acadêmica, sabemos que o profissional da área é o melhor para falar sobre ela. Não tiro a importância do profissional da imprensa, mas se fizerem a sua expertise serão melhores ainda. Parabéns por abordar um tema que incomoda a muitos jornalistas.

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