Daniela Alves, Gerente de Relações Institucionais da Tetra Pak


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Qual retorno uma marca tem ao patrocinar um prêmio? Quem responde é Daniela Alves, Gerente de Relações Institucionais  da Tetra Pak. A empresa patrocina a terceira edição do Prêmio Universitário Aberje. Com premiação em dinheiro, a iniciativa exigirá que estudantes de graduação de todo o Brasil resolvam uma situação-problema da área de comunicação da Tetra Pak.

Acompanhe a entrevista:

Blog PR Interview: Quais motivos levaram a Tetra Pak a patrocinar um prêmio da área da Comunicação?

Daniela Alves: Já havíamos participado da banca das edições passadas do Prêmio Universitário Aberje e sempre achamos muito interessante e enriquecedor.  É uma maneira de nos aproximarmos do público universitário e termos uma conversa direta com eles. Esses jovens têm muito o que agregar com novas ideias e soluções inovadoras.

Blog PR Interview: Qual retorno uma marca tem ao patrocinar um prêmio?

Daniela Alves: Trata-se de uma ação positiva para todos os envolvidos. Para a Tetra Pak, a aproximação com esse público é fundamental, pois amplia a rede de relacionamento com  importantes formadores de opinião. Em contrapartida, para os estudantes é uma grande oportunidade de conhecer de forma profunda a Tetra Pak e o mercado em que está inserida.

Blog PR Interview: Como surgiu a ideia das equipes resolverem uma situação-problema da área de comunicação da Tetra Pak?

Daniela Alves: O Prêmio Universitário Aberje está na terceira edição, sendo essa a primeira vez que a Tetra Pak patrocina. A ideia está alinhada com os objetivos da Aberje, que há 45 anos reconhece e premia práticas adotadas na comunicação corporativa de importantes empresas. Estamos abertos a receber essas novas ideias e executá-las.

Blog PR Interview: Todas as marcas deveriam ter prêmios ou patrocinar prêmios com foco na área da Comunicação?

Daniela Alves: Não podemos falar por outras empresas, mas para a Tetra Pak tem sido, sem dúvida, uma experiência positiva e que, como já dissemos anteriormente, trará benefícios tanto para a empresa quanto para os estudantes.

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Salvador da Cunha, da Lift Consulting (Portugal)


A portuguesa Lift Consulting, comandada por Salvador da Cunha, conta com uma área especializada em gestão, fusão e aquisição. É a Lift People, que permite o trabalho ágil do assessor de comunicação em situações de grande interesse da mídia. Outra área estratégica da agência portuguesa é a Lift Emotion, que se preocupa em dar grande visibilidade de mídia a eventos emocionais, como, por exemplo, o Rock in Rio Lisboa.

Salvador da Cunha, da Lift

Em entrevista exclusiva ao PR Interview, o CEO da agência fala sobre o funcionamento da Lift Consulting e dá dicas para um bom plano estratégico de comunicação: “Nele, definimos o perfil que a empresa quer ter junto à imprensa e estabelecemos as ações de comunicação que vão dar corpo à estratégia definida”.

Acompanhe a seguir os principais pontos da entrevista:

PR Interview: Qual a importância, em Portugal, de um plano estratégico de comunicação?

Salvador da Cunha: Um plano estratégico de comunicação é um documento que adéqua a estratégia de comunicação às demais estratégias de gestão da empresa. Nele, definimos o perfil que a empresa quer ter junto à imprensa e estabelecemos as ações de comunicação que vão dar corpo à estratégia definida. Trata-se, portanto, de um documento de suma importância, tanto em Portugal como em qualquer país do mundo.

PR Interview: Falando agora sobre estratégias, quais os diferenciais dos planos elaborados pela Lift?

Salvador da Cunha: A Lift Consulting desenvolveu uma metodologia que coloca a reputação dos seus clientes no centro da estratégia de comunicação. Mapeamos os stakeholders e avaliamos a empresa em sete dimensões:  Produtos e Serviços, Inovação, Performance Financeira, Visão e Liderança, Ambiente de Trabalho, Responsabilidade Social e Governo da Sociedade. A ideia central é a de que uma empresa com boa reputação atrai os melhores colaboradores, melhores clientes e melhores investidores.

PR Interview: Como funcionam os dez centros de conhecimento do plano?

Salvador da Cunha: As  dez áreas de prática da Lift Consulting são áreas de conhecimento e prática, tanto setorial como funcional. A Lift não só é especialista em setores de atividade (por exemplo, Healthcare), como é também especialista em funções de comunicação, como a comunicação de crise (Corporate), media training ou comunicação Interna.

PR Interview: Em relação aos trabalhos realizados para divulgar a vertente emocional das marcas, como eles funcionam?

Salvador da Cunha: Atualmente, a Lift Emotion preocupa-se em dar grande visibilidade de mídia a eventos altamente emocionais, como, por exemplo, o Rock in Rio Lisboa. Temos como cliente um conjunto muito grande de eventos que apelam à vertente emocional dos públicos-alvos.

PR Interview: Para finalizar, o que é a Lift People?

Salvador da Cunha: A Lift People é uma das dez áreas de prática e tem um conjunto de metodologias que lhe permite, por exemplo, trabalhar com grande rapidez em situações de mudança de gestão, fusões e aquisições etc.

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Simão Mairins, da equipe do site Administradores.com.br


“Não adianta querer agir no Facebook da mesma maneira que no Twitter”.

A frase é de Simão Mairins, da equipe do site Administradores.com.br

Acompanhe a seguir os principais trechos da entrevista:

PR Interview: O que uma marca precisa fazer para se destacar no Facebook?

Simão Mairins: Tanto no Facebook quanto em qualquer outra mídia social, o primeiro mandamento é buscar compreender seu público, analisando, mensurando  e, evidentemente, dialogando. Somente dessa forma é possível trabalhar conteúdos de fato relevantes para quem está ali. Agora toda rede tem suas especificidades e é fundamental levá-las em conta na hora de traçar um plano de ação. Não adianta querer agir no Facebook da mesma maneira que no Twitter, por exemplo. No Facebook,  o apelo da imagem é muito grande e dificilmente um post vai se tornar um viral contendo apenas textos.

PR Interview: Os iconográficos geram muita audiência?

Simão Mairins: Pela nossa experiência diária, percebemos que alguns post muito iconográficos, com mensagens que já dizem tudo ali mesmo na rede, são tão eficazes no sentido de gerar acessos. Então, é importante saber o que se  pretende fazer, qual o objetivo de cada ação, de cada post.

PR Interview: Você pode dar exemplos de ações realizadas por vocês com sucesso?

Simão Mairins: Se o objetivo é viralizar a marca e  conseguir fãs, por exemplo, trabalhar mensagens relevantes  associadas com imagens agradáveis que tenham um bom apelo junto ao público alvo é uma boa ideia. Agora é importante dar um passo de  cada vez e não querer fazer com que uma ação dê resultados em todos os sentidos (conquistas fãs, gerar acessos para o site, reforçar a marca etc.). Às vezes, uma ação que é lançada para atingir uma série de objetivos diferentes acaba não dando resultado algum.

PR Interview: Por que muitas empresas ainda erram no Facebook?

Simão Mairins: Talvez por falta de conhecimento sobre o que é de fato aquele  território e pela ideia errônea de que, pelo fato de a rede ser uma febre no momento, qualquer coisa que se fizer lá vai ser um sucesso.  Pelo potencial que tem, o Facebook pode ser um grande veneno para quem planeja mal e acaba enfiando as mãos pelos pés em ações desastradas. O Facebook é um ambiente novo e parcimônia é um fator  muito importante antes de qualquer ação.

PR Interview: O que leva um usuário a interagir com uma marca no Facebook?

Simão Mairins: Cada público tem suas  particularidades e cada marca tem sua maneira de se colocar junto ao seu público. Acho que aí a regra é descobrir como as pessoas que sua  marca pretende impactar se comportam na rede, quais são seus interesses, quais são suas restrições e alinhar sua abordagem a isso.

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Wallace Baldo, da Ketchum Digital


“Evitamos o preconceito contra redes como o Orkut, que ainda podem ser úteis em divulgações”.

A frase é de Wallace Baldo, gerente de comunicação da Ketchum Digital.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista:

PR Interview: As marcas ainda buscam uma comunicação no Orkut?

Wallace Baldo: O Orkut se mantém como uma rede social importante para alguns públicos, por isso não deve ser desprezado. Recentemente, fizemos um planejamento de social media para um celular com três chips, que levou em conta a divulgação em comunidades do Orkut que seguem ativas. Se tem algo que o Facebook ainda não conseguiu superar o Orkut, é a discussão que acontece em diversas comunidades, que prestam grande serviço para os usuários. É claro que essa discussão está reduzida como um todo, mas segue bem relevante para alguns públicos e assuntos. Outro exemplo interessante veio de um de nossos clientes, que fabrica alimentos e tem foco na classe média alta. Ele nos revelou que fez recentemente uma campanha que usava banners em portais, divulgação no Orkut e no Facebook. Surpreso, ele disse que o Orkut deu o melhor resultado em termos de geração de tráfego.

Wallace Baldo, da Ketchum Digital

 PR Interview: Quais critérios vocês levam em conta na hora de escolher a mídia a ser trabalhada?

Wallace Baldo: Sempre buscamos as mídias sociais relevantes para o público-alvo, ou seja, procuramos evitar modismos, como no caso clássico do Second Life, que mobilizou a mídia e inúmeras marcas que não tinham ideia do que fazer lá. Da mesma forma, evitamos o preconceito contra redes como o Orkut, que ainda podem ser úteis em divulgações. Desde nosso projeto-piloto, ficou claro que a mesma segmentação usada para falar com jornalistas poderia e deveria ser adotada nas mídias sociais, em uma escala ainda maior. Foi quando fizemos o convite para um evento voltado apenas para o público de design, tecnologia e arquitetura. Na época, identificamos e trabalhamos com um universo de 94 mil pessoas conectadas. No evento, eram esperados 300 convidados e levamos 350.

PR Interview: Qual outro case você pode citar?

Wallace Baldo: Também gosto de dar um exemplo de uma divulgação que fizemos para uma marca de pilhas, que estava lançando três produtos: uma pilha recarregável, outra para câmeras digitais e a terceira para brinquedos e eletrônicos. Fizemos mailings e textos específicos para cada um dos lançamentos. Com isso, pudemos atingir com precisão um blogueiro de brinquedos muito influente, que testou as pilhas jogando Tetris durante o fim de semana e postou na segunda-feira o testemunho de que o produto realmente é bom, pois escrevia o post ouvindo o MP3 player ainda com as pilhas que enviamos. Também encontramos uma comunidade ativa de Orkut chamada “pilhas recarregáveis”, com milhares de usuários que alimentaram durante dias a discussão sobre o lançamento. Outras redes também podem dar resultados relevantes, como Yahoo! Respostas e LinkedIn.

PR Interview: Como o Yahoo! Respostas pode ser trabalhado em uma comunicação digital?

Wallace Baldo: O Yahoo! Respostas é uma rede social relativamente pouco explorada nas divulgações de mídia social, mas que tem um potencial muito interessante especialmente como geradora de tráfego orgânico – não apenas pelos milhões de usuários do serviço, mas também por seu posicionamento privilegiado nas buscas do Google. Já o usamos para divulgar um site que trazia simulados e dicas diversas para quem ia fazer o Enem. Identificávamos, por meio de nossa ferramenta de monitoramento, usuários que tinham dúvidas diversas sobre o exame no Yahoo! Respostas. Resolvíamos a dúvida em questão e publicávamos o link para o site que divulgávamos. Usamos tática semelhante com um portal de educação financeira, que tem hoje o Yahoo! Respostas como uma das principais fontes de tráfego, à frente de todas as outras redes sociais.

PR Interview: Para finalizar, no case das pilhas, quais foram os resultados obtidos?

Wallace Baldo: No case das pilhas, a exposição total dos produtos subiu de 93 para 523 menções (462%), todas neutras ou positivas. A divulgação, apesar do pouco apelo para a imprensa, atingiu 51 blogs e comunidades, com 1,8 milhão de internautas impactados. Sempre contamos os comentários, compartilhamentos e outras métricas de engajamento. Sabemos que é fundamental encontrar um jeito de mostrar o retorno, e algumas vezes é necessário usar a criatividade.

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Leandro Ramos, do Indike (Brasil)


“O que vejo ocorrer com frequência no mundo das startups é um determinado fornecedor topar prestar um serviço para uma startup, com “orçamento camarada”, porém não entregar o serviço combinado”.

O desabafo é de Leandro Ramos, sócio-fundador do Indike, uma startup focada em indicações de serviços e profissionais.

Em entrevista exclusiva ao blog PR Interview, o empresário destacou também que “normalmente as startups possuem um funcionamento mais acelerado do que as empresas tradicionais, pois muita estratégia precisa ser testada rapidamente”.

Confira a seguir os principais trechos da entrevista:

PR Interview: O que uma assessoria de imprensa deve fazer para atender bem uma startup?

Leandro Ramos: Uma assessoria de imprensa, para atender bem uma startup, precisa primeiramente entender bem o seu dia a dia. Segundo, é preciso ser dinâmico. Terceiro, é importante ter disponibilidade para aprender coisas novas. Estas características são muito importantes para se atender bem uma startup.

PR Interview: Atender uma startup é igual a atender uma empresa já consolidada?

Leandro Ramos: A realidade de startup é bem diferente da realidade de uma empresa já consolidada. No âmbito financeiro, normalmente as startups possuem baixo orçamento, o que demanda muito mais cuidado do empreendedor antes de investir. Isso significa que antes de contratar o seu serviço, a startup vai pensar duas vezes. Do ponto de vista estratégico, as startups vivem em um ambiente de muito mais incerteza do que uma empresa já consolidada. Isso demanda paciência e agilidade de uma assessoria de imprensa para se adaptar neste ambiente. Sob o aspecto hierárquico, startups não possuem grandes hierarquias e burocracias. Portanto, para se dar bem com uma startup, vá direto ao ponto. Determinados relatórios e reuniões excessivas não funcionam com as startups.

PR Interview: Muitas assessorias de imprensa dão um “sim subjetivo” (dizem que vão fazer, mas não vão) quando apresentam orçamentos para startups?

Leandro Ramos: O que vejo ocorrer com frequência no mundo das startups é um determinado fornecedor topar prestar um serviço para uma startup, com “orçamento camarada”, porém não entregar o serviço combinado. Esta espécie de “sim subjetivo” é prejudicial, tanto para a startup, quanto para o fornecedor. Se uma assessoria de imprensa quer entrar no mundo das starutps e topa se adequar à realidade financeira de uma startup, é importante ela prestar um serviço de qualidade. Na prática, muita gente dá este “sim subjetivo”, mas no dia a dia acaba oferecendo um serviço ruim. No final, a assessoria acaba tendo seu nome manchado no mercado,pois o ambiente de starutps é pequeno no Brasil e os empreendedores conversam entre si.

PR Interview: As startups precisam de um resultado de assessoria de imprensa mais rápido do que as empresas consolidadas?

Leandro Ramos: Normalmente as startups possuem um funcionamento mais acelerado do que as empresas tradicionais, pois muita estratégia precisa ser testada rapidamente. Sendo assim, esta pressão acaba sendo repassada como cobrança para uma assessoria de imprensa. No entanto, é importante o empreendedor ter em mente que um trabalho de assessoria de imprensa é de longo prazo.

PR Interview: Para finalizar, qual recado você gostaria de dar aos assessores de imprensa?

Leandro Ramos: Atualmente temos no Brasil muitas startups sendo criadas e existem poucas assessorias de imprensa preparadas para atender estas empresas. A minha sugestão para os assessores é que existe um grande nicho de mercado a ser explorado. Quem entender deste mercado, pode se dar bem.

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Klinger Portella, do portal IG (Brasil)


“Para os colunistas – que por essência trabalham com notícias exclusivas – isso é uma das piores coisas que podem acontecer”.

Este é o desabafo de Klinger Portella, do portal IG, quando perguntado se alguns assessores de imprensa enviam sugestão de notícia já publicada em outros veículos como se fosse exclusiva.

Em entrevista ao PR Interview, o jornalista, que trabalha, junto com Jorge Felix, na coluna Poder Econômico, fala também sobre Twitter, Facebook e dá um recado aos assessores de imprensa. Confira a seguir os principais trechos da entrevista:

PR Interview: Muitas empresas criam perfis no Twitter e fanpages e acreditam que este tipo de ação interessa para a mídia. A imprensa brasileira ainda divulga a criação de perfis no Twitter e de fanpages?

Klinger Portella: A entrada do Pelé no Twitter, obviamente, virou notícia pela grandiosidade do ex-jogador e pela velocidade com que ele arrebanhou seguidores (foram mais de 50 mil em uma hora). Mas, como temos poucos “Pelés” no mundo, dificilmente a simples criação de perfis no Twitter e de fanpages ganharão destaque. A menos que tragam algo realmente inovador, o que não é tão simples assim.

PR Interview: Qual a melhor forma para receber uma sugestão de notícia exclusiva: redes sociais, email ou telefone?

Klinger Portella: Para mim, as três opções. Cada dia mais, o jornalista está conectado 24 horas e, para quem vive de exclusivas, como nós na coluna, o importante é a notícia chegar. O meio pelo qual ela vem não tem diferença.

PR Interview: Alguns assessores te enviam sugestão de notícia como se fosse exclusiva, mas na verdade esta sugestão já foi publicada em outro veículo? Esta é uma prática comum?

Klinger Portella: Infelizmente, sim. Não é uma prática muito comum, mas de vez em sempre acontece. Para os colunistas – que por essência trabalham com notícias exclusivas – isso é uma das piores coisas que podem acontecer.

PR Interview: Quais são os maiores erros dos assessores de imprensa?

Klinger Portella: É complicado listar os maiores erros, até porque eu não estou habilitado a fazer uma avaliação mais precisa, já que jamais atuei como assessor. Mas, do ponto de vista de um jornalista que trabalha em uma coluna de Economia, diria que uma sugestão de exclusiva “enganosa” é uma das coisas mais graves.

PR Interview: Para finalizar, qual recado você gostaria de dar aos assessores de imprensa?

Klinger Portella: Que vocês sempre me passem os maiores furos do mundo (risos). Acho muito importante o trabalho das assessorias de imprensa, porque, por natureza, aproximam a relação das fontes com os jornalistas. Que esta ponte seja cada vez mais forte e que o trabalho dos assessores seja sempre valorizado como merece.

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Inês Castelo, diretora da Tree Comunicação (Brasil)


“Parte da imprensa acompanha fanpages e Twitter  de agências.  É algo novo, claro, mas este é um movimento natural e que deve ganhar força”.

A aposta é de Inês Castelo, diretora da Tree Comunicação.

Ao blog PR Interview, a executiva comentou também sobre projetos desenvolvidos no Facebook e sobre relacionamento com a mídia financeira.

Acompanhe os principais trechos da entrevista:

PR Interview: A imprensa realmente acompanha as redes sociais de agências?

Inês Castelo: Parte da imprensa acompanha fanpages e Twitter  de agências.  É algo novo, claro, mas este é um movimento natural e que deve ganhar força. Faz parte do dia a dia dos profissionais de comunicação buscar informações por meio de canais oficiais ou não. Logo, fanpages, assim como site e outros meios, são e serão buscados.

PR Interview: Para quais clientes vocês já marcaram entrevistas via redes sociais?

Inês Castelo: Vou te dar um exemplo. Agendamos via rede social uma entrevista com uma fonte do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos para uma jornalista do O Estado de S. Paulo. O tema era os cuidados e higiene com o bebê.

Facebook: página do Edmundo Vasconcelos

PR Interview: Falando agora especificamente do Facebook, quais outras ações vocês já desenvolveram para o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos?

Inês Castelo: A proposta inicial da criação fanpage do hospital previa a geração de conteúdo de interesse público na área de saúde, isto é, informação de credibilidade sobre tratamento, diagnóstico e prevenção de doenças, além de temas ligados à qualidade de vida. Iniciamos com posts de textos e fotos, depois começamos a introduzir pequenas vídeo reportagens – a maioria delas produzidos pela própria Tree. Sugerimos então a criação de abas especiais e a introdução de um serviço que já existia no site: marcação de consulta online. Até onde sabemos o hospital foi a primeira instituição de saúde a colocar no ambiente do Facebook um aplicativo para marcação de consultas.

PR Interview: Qual outro case do Facebook você poderia contar?

Inês Castelo: Outro exemplo interessante é o da corretora Spinelli, que criou e implantou aplicativo de acesso ao Home Broker da corretora via Facebook. Provocamos pautas na grande imprensa, para dar conhecimento e intensificar o acesso ao aplicativo e, ao mesmo tempo, colaborar para os resultados do serviço.

PR Interview: Para finalizar, dentro do relacionamento com a mídia financeira, quais trabalhos vocês desenvolvem?

Inês Castelo: Os trabalhos ligados a mudanças relevantes nas companhias, como fusões, aquisições, abertura de capital, internacionalização, alterações societárias, sucessões e afins. Por questão de confidencialidade, não podemos informar nomes, mas temos uma experiência vasta em apoiar as empresas em toda a comunicação em momentos de transição como estes. Nestes casos, o relacionamento com a mídia financeira deve ser marcado pela clareza, o que exige planejamento, capacidade de entendimento do contexto, conhecimento técnico e confiabilidade. Nestes momentos também é essencial que todas as mensagens sejam coesas. O que é dito aos investidores deve ter coerência com a mensagem que chega a mídia financeira ou não, aos funcionários, fornecedores, clientes e todos os demais stakeholders. Quando falamos especificamente em aberturas de capital, muitas vezes somos demandadas a ajudar as empresas a desenvolver uma cultura de companhia aberta. Isso exige uma nova visão, algo que demanda tempo para ocorrer, e também novos processos, como a produção de relatórios anuais – serviço do nosso portfólio.

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